O novo Blog:
Apesar das poucas horas mal durmidas embaixo da escada do aeroporto, estávamos bastante excitados com o nosso próximo destino. Tínhamos planejado primeiramente ficar na casa de um CouchSurfing num longíquo subúrbio de Roma, mas o nosso anfitrião teve um imprevisto de última hora e agora íamos sem a mínima idéia de onde ficar. Assim que chegamos em Roma, tivemos a quase instintiva reação de examinar o aeroporto, mas não eram nem meio-dia e o trem até lá era pago!! Quando a atendente das informações turísticas - e que atendente! - resolveu finalmente parar de falar mal da vizinha e nos atender, conseguimos um papel com vários endereços de hotéis 'zero estrela' e compramos o bilhete de trem até um subúrbio de Roma, de onde pegaríamos o metrô até o centro, o jeito mais barato que encontramos.
Como já era próximo de meio-dia, resolvemos conhecer o McDonald's da Estação Terminal de trens. Cogitamos até dormir ali, mas num local em que até o banheiro do McDonald's é fedorento, descartamos logo a idéia. Pedi os famosos hamburgers de 1€ a um simpático atendente, que depois de olhar meio encarado o meu pedido num italiano bastante esforçado (mais com gestos que com palavras), falou algumas coisas em italiano que nem eu nem a Pati fazemos a mínima idéia do que signficava e cuspiu um 'Fénnquiu', entregando os sanduíches, demos um Molte Grazie e fomos embora. Tínhamos de definir logo como sobreviveríamos mais uma noite, agora longe do nosso aeroporto preferido...
Buscamos alguns albergues, mas eram bem caros, não lembro quanto, mas com certeza mais de 15€ por pessoa. Resolvemos arriscar um daqueles hotéis zero estrelas que a mulher do aeroporto nos indicou. Logo o primeiro estava cheio, mas o dono nos indicou um outro, que não estava na lista, no andar de cima. O nome era PapaVero, falamos em inglês que queríamos um quarto pra dois. O dono, gastando todo o seu inglês, disse que tinha um quarto a 50€. Era dinheiro demais. Já estávamos saindo um tanto desanimados, quando ele berrou: '40 euros'!!! Ainda tentei chorar mais, mas não deu... Tínhamos ainda direito a acesso a uma hora de internet por dia numa lavanderia! O quarto era bonzinho, bem central, silencioso e com água quente. Depois que a Pati acionou por engano o alarme de incêndio, resolvemos estrategicamente dar uma volta pela cidade antes que os bombeiros chegassem...
Já nos considerávamos praticamente ratos da cidade, e tiramos de letra o dia seguinte em Barcelona. Deixamos lofo nossas malas nos armários do aeroporto, pegamos o primeiro trem pra cidade, assim como todos os mendigos do aeroporto - digo, nossos companheiros de banco -, mas dessa vez saltamos em Sans, e completamos toda a parte da cidade que ainda faltava conhecer, ainda tivemos tempo de participar de um protesto contra a caça ('menos escopetas, más bibliotecas' - ou 'discotecas', dependendo da versão -), passamos na praia e por fim compramos mais comida pronta no supermercado e finalmente voltamos pra casa, digo, aeroporto. Como tínhamos perdido o lápis de cera que a Pati tinha encontrado no trem, tivemos que tirar uma foto da tela do computador com a nossa reserva (mas nem precisou...), já que no dia seguinte íamos pra Ibiza!!
Manolo e Tania foram nos buscar no aeroporto, e nos levaram a sua aconchegante casa, onde pudemos comer (de verdade!), tomar banho e finalmente fomos passear pela ilha. Ainda encontramos com o Yoni (nosso primo) e o Nico. Passamos um agradável tempo conhecendo vários lugarejos e também conversando sentados no quintal/campo nos fundos da casa. Como Manolo tinha nos mostrado os típicos baguetes espanhóis (com tomate e azeite), à noite ensinei pra Tania como fazer estrogonofe à moda turca (um dos dois únicos pratos que eu sei), e ainda nos mandaram um monte de coisa pra comermos no aeroporto: maçãs, biscoitos, baguetes com atum, azeite e queijo... Mais do que suficiente pra não sentirmos fome durante a noite toda e também pra manhã seguinte. Como voltamos pro aeroporto de Barcelona tarde, só conseguimos lugar embaixo das escadas, apesar de as nossas vizinhas de saco de dormir terem sido um tanto barulhentas, foi tudo bem. No dia seguinte, umas 5 da madrugada um policial nos acordaria, expulsando-nos dali...
Já que não arranjamos nenhum CouchSurfing, pensamos seriamente em ficar em um albergue... Chegamos de tardinha no aeroporto, e me surpreendi com a minha irmã, que mal chegamos e já foi buscando pelos bancos mais confortáveis, até pelo menos onde eu saiba, ela só tinha uma experiência anterior em dormir em aeroportos... Nossa primeira impressão da cidade foi ótima, trem grátis ida e volta do aeroporto até o centro da cidade!! Eu até ia ligar pro Franco, um amigo argentino que está morando em Barcelona, se a gente podia ficar uns dias na casa dele (surpresa!). Mas como provavelmente teríamos de gastar dinheiro pra ir de metrô até a casa dele, ida e volta, todo dia... Como sempre fomos devotos fervorosos da Virgem do Punho, resolvemos ficar no aeroporto mesmo. Fomos pro centro, jantamos aqueles cheesburgers de 1€ mais baratinhos do McDonald's, compramos uma garrrafa d'água e voltamos logo pro aeroporto buscar nossos lugares. Com essa estória de trem grátis pro aeroporto vários mendigos da cidade tavam aproveitando que o aeroporto era um lugar quentinho, seguro e grátis, e disputavam com a gente os melhores bancos. Um italiano carente estavano banco do lado, e começou a falar da vida dele toda, que ele e a esposa abriram restaurantes em Portugal, na Espanha, na Itália, reclamava desses vôos nortunos/muito cedo (falei que o meu era às 6h, só não disse que no dia seguinte, hehehe). Nem me lembro em que língua a gente tava conversando, mas com certeza não era inglês porque ele falava fluente (sem preconceito contra italianos!).
Não me lembro se no primeiro dia foi a polícia ou o barulho do aeroporto que nos acordou, mas logo tiramos nossas malas de dentro do saco de dormir e nos revezamos ir ao banheiro/tomar conta das coisas. Aí que descobríamos que não estávamos dividindo o teto apenas com mendigos... Um traficante também dormiu no aeroporto e cedo já estava ele, em frente ao banheiro, preparando ali mesmo uma centena de cigarrinhos de maconha!! Bem, pegamos o primeiro trem grátis (gosto de enfatizar essa parte, hehehe) e fomos passear por Barcelona. Passamos por todas aquelas contruções de Gaudí, o bairro Gótico, a Catedral, a igreja da Sagrada Família, o Parque Guel... Sim, as coisas não são tão perto assim, mas fizemos tudo a pé pra não gastar com passagem de metrô!!! Compramos nosso almoço/lanche no supermercado Dia, e na volta pro aeroporto, passamos no Carrefour e assegurar a nossa janta: um potinho com macarrão pronto pra Pati e outro com uma mistureba de arroz, saladas e atum pra mim. Agora que já conhecíamos nossos concorrentes, pegamos logo os melhores lugares. Na manhã seguinte, fomos usar outro banheiro e nos deparamos com o mesmo traficante do aeroporto!! Agora ele estava jogando fora umas seringas usadas no lixo e lavando não-sei-o-que na pia!! Saímos correndo e fomos logo fazer o check-in do vôo pra Ibiza. Grande surpresa: nosso nome não estava lá!! Entramos na internet do aeroporto (lugar onde mais gastamos dinheiro na Espanha) e descobrimos que nosso vôo era apenas do dia seguinte, ganhamos mais um dia de Barcelona (leia: sem banho, roupa lavada nem comida quentinha...) continua...
Apesar da enorme pausa (tinha de pagar pra usar internet durante a viagem, hehehe), acho que ainda vale a pena acabar a história... Depois de Paris, tínhamos um vôo para Genebra, onde ficaríamos apenas um dia, devido as passagens mais baratas. Entre França e Suíça (que não está na UE) não tem exatamente fronteiras, só um controle, a Pat passou direto, mas a fiscal que me parou achou meio estranho essa estória de ficar só um dia em Genebra, e ela também não falava inglês, pra explicar das passagens, etc.. Enfim, mas saiu tudo bem. Pegamos o famoso trem grátis até o centro da cidade, e de lá fomos pra casa de um dos nossos CouchSurfings deixar as malas (2 nos responderam!!). Era razoavelmente perto da estação (Geneve é minúscula!), mas era uma casa muito bizarra, parecia saída de um filme hippie americano, com as paredes todas tomadas por trepadeiras, dentro era cheio de pixações e pelo menos uns 30 companheiros de casa... Como o outro CouchSurfing só ia chegar à noite, resolvemos deixar nossas malas ali mesmo a pagar por um armário na estação... Bem, com exceção DESSA casa, a Suíça nem parece Europa, é toda direitinha, limpinha, os mendigos tocam violino nas ruas, e não parece ter problemas de imigração, violência, ou coisas do tipo. É um lugar onde tudo realmente funciona, certíssimo! Quando a fome bateu, comemos os hamburgers no McDonald's (óbvio que só os mais baratinhos da promoção, sem água, nem nada).
Depois fomos as informações turísticas perguntar onde tinham supermercados baratos pra fazer compras. Compramos uns chocolates suíços da marca do supermercado que tavam em promoção a 0.70 de franco-suíço (uns €0.40, muito barato!). Depois encontramos uma amiga da Pati, de Zurique (a outra ponta do país), que nos pagou um chá numa cafeteria!! (não quero nem pensar no preço, hehehe). Fomos então apanhar as nossas coisas NA casa, e levá-las pra casa do nosso outro CouchSurfing, perto do lago. Ele não atendia a porta, e o meu celular não estava telefonando (falta de créditos? talvez, e o que fazer na europa que não existe chamada a cobrar...). Perguntamos pra uma senhora suíça aleatória que estava passando onde tinha telefone público (vulgo orelhão), como ela também não sabia, disse que não tinha problema de usar o celular dela. Mas o Bernard também não atendia... Chegamos ao cúmulo de subir numa bicicleta na rua e bater na janela que achávamos que era a dele. Apesar dos apesares, finalmente fomos super bem recebidos!! É engraçado encontrar um CouchSurfing rico (afinal, ele é suíço!), um apartamento enorme, no centro de Genebra, cheio das paradas modernosas. Ele disse que se tivéssemos ido no final de semana, nos levava até as montanhas pra ver a neve. Perguntou se não queríamos ficar com o carro dele no dia seguinte, já que ele ia trabalhar a pé, afinal, por que não? ele já nos conhecia há quase 30 minutos... Infelizmente a Pat não deixou topar e no dia seguinte voltamos ao aeroporto, rumo agora à Espanha!!
Depois da Melanie, viemos pra casa do Frederic, que nos mostrou uns locais bacanas, nao tao conhecidos pelos turistas. A noite fizemos um founde de queijo e depois um bolo surpresa com o Frederic e um amigo dele. Hoje fomos a casa dos pais da Melanie em Fondeinbleau (ou algo assim), e foi muito legal!! Eles cozinharam pra gente comida tipicamente francesa, com muitos vinhos (varios tipos), e torta de maca de aniversario pra Pat!! Depois visitamos o castelo da cidade e fizemos uma trilha pela floresta. Amanha ainda vamos a Disney e um pub com Quiz. Aqui a internet e meio complicado e nao da pra postar muito.
Depois da casa da Dani, ja nao esperava grandes coisas onde iamos ficar, mas a casa da Melanie - CouchSurfing - e muito limpa - chega a ter papel higienico no banheiro!! Pra compensar, nao tem internet, as vezes ela consegue 'pegar emprestado' o sinal do vizinho, mas cai toda hora. Na verdade o apartamento nao e dela, uma senhora aluga meio que na ilegalidade, e ela pode ter que sair de la a qualquer momento, prometemos que nao iamos denunciar a policia, hehehe. Agora estamos usando a internet - gratis, claro - no Pompidou. Daqui a pouco vamos dar mais uma volta pela cidade. O pessoal aqui fede demais, a maioria nem bota um perfuminho pra disfarcar... Tudo bem nao tomar banho todo dia, mas usar o mesmo casaco suado 300 vezes ja e demais...
Por fora a casa da Dani parece só uma casa velha 'normal', mas por dentro é enorme, tem 4 andares e o pé-direito é imenso!! Chegamos quase umas 3h e tiramos ela da cama, hehehe. Ela divide o andar dela com uma espanhola e uma portuguesa (que também está no CouchSurfing). No terceiro andar vive sozinha uma senhora já bem velhinha e no terceiro andar, mais alguns brasileiros. Além da Pati e de mim, também estavam hospedados duas amigas da UFRJ da Dani, que vieram pro Porto e estavam procurando por um apartamento pra alugar (arranjaram um e foram embora no dia seguinte), acho que a Fernanda também está hospedando uns eslovacos.
Foi bom pra Pati ver o que é uma residência universitária de verdade, já que elas não tem que prestar contas (nem multas!! =) pro pessoal da faxina, então já dá pra ter uma idéia da limpeza do local... Também faltava papel no banheiro (e elas não moram próximo de banheiros públicos!!), a pia da cozinha era algo indescretivelmente sujo, isso pra não falar do chão, e melhor parar por aqui, hehehe. Mas só a casa já valeu muito a pena. Hoje fomos a cosmopolitíssima cidade de Braga, e acho que a Pati quase teve um treco quando descobriu que era uma das maiores de Portugal... Comemos no McDonald's e aproveitamos pra comprar o saco de dormir da Pat (4.99€ no supermercado).
Primeiro tenho que rebater as críticas a higiene pessoal do meu banheiro: é muito mais 'limpo' fazer as necessidades outside do que aquele cheiro nada agradável quarto adentro, e se a universidade tem banheiros abertos a todos, é pra se usar, ué! No sábado ainda comemos uma sopinha com arroz e pão junto com os turcos, como sempre, teve o chá turco após a refeição, e o Serkoç passou as fotos que ele tinha conosco em Guimarães, e já começou a bater aquela saudade... Depois fui a internet com a Pati, e nem vimos o tempo passar. Domingo de manhã visitamos vários pontos que eu nunca tinha ido na cidade, tipo a torre do castelo e um museu perto das Oliveiras.
À tarde o Bartek nos chamou pra janta polaca com os ERASMUS, acho que o prato se chamava algo parecido com Pasok,(quase paçoca!). A Zsuzsanna (húngara) ajudou o Bartek e o Pawel a preparar, parecia uma feijoada, só que com feijão branco, molho de tomate, cogumelos e linguiça. Ainda fui apresentado a uma polaca que tinha acabado de chegar (Aga), e quase todos os ERASMUS apareceram. Como o Bartek tinha dito (brincando, claro) que queria garotas de bikini, ela foi de bikini pra festa(!), calma, por cima da roupa, óbvio!! Mesmo assim valeu a idéia. O pessoal ainda ia pro CAR, pra despedida, já que a Ruta ia tocar piano, outro ia cantar, etc.. Bem mais tarde (sempre! =) chegaram as brasileiras, e o papo tava muito bom, boa parte do pessoal já tinha ido pro CAR, e eu acabei desistindo...
Segunda-feira eu não parei. Combinei com um amigo (o Rui) de me dar uma carona às 13h30 pra estação de Comboios, mas tinha muita coisa pra fazer. Fui a universidade resolver um probleminha no GRI (Relações Internacionais) e outro abacaxi no Laboratório de Electrónica, depois voltei correndo a casa pra passar uma tonelada de roupa, e pedi pra Pati arrumar as malas. Ainda fui trabalhar uma hora na cantina (mais pra ganhar o almoço, hehehe), e quando chegei em casa, 1h20, ainda faltava muita coisa pra botar na mala, e assim foram os nossos últimos minutos em Guimarães, eu, Pati, Rui e quem mais aparecesse pelo caminho nos ajudando a por as coisas no carro. Chegamos no comboio, fui comprar as passagens, o cara querendo sair, e eu segurando a porta, devo ter atrasado uns 2-3 minutos, e levei pelo menos umas 3 buzinadas, hehehe. Chegamos bem a casa da Dani, que mais parece uma casa fantasma. Amanhã escrevo das nossas aventurar no Porto.
Desde que a Pat chegou, que passamos a reparar como alguns detalhinhos podem fazer toda a diferença pra uma garota. Quando acabou o nosso papel higiênico (acho que na semana passada), até levantei a hipótese de comprar um rolinho no supermercado, mas quando me deparei que eles só vendem aqueles pacotes com 6 ou 12, resolvi procurar por alternativas economicamente mais viáveis, e combinei com o Riza de não usar mais o banheiro do quarto para fazer número 2, passaríamos a usar os banheiros da faculdade, do laboratório, da cave ou do outro bloco. O problema é que garotas precisam de papel mesmo pro número 1 (não, elas ainda não sabem fazer xixi em pé nem sacudir), e a Pat teve um chilique que não tinha papel no quarto. Hoje de manhã (muito antes dela pensar em acordar), peguei um pouco de papel 'emprestado' no banheiro da cave, claro que rolou aquele medinho básico do mico (viagem!) do segurança te parar e perguntar o que havia nos bolsos, mas longe disso acontecer...
Como o Cosku também vai embora por esses dias e não estava na nossa despedida na quinta, resolvemos ir pro Tásquilhado pra despedida dele (foi só a desculpa). Chegando lá, nos deparamos com uma promoção, a cada duas bebidas, ganhava-se um brinde!! Pra quê? Cada fino (chopp) tava 0.75€, e a cada dois, sorteava-se algo. Nem é preciso dizer que os Erasmus ficaram com TODOS os brindes do Tásquilhado. Tomei dois finos e uma tequila, ganhei um boné e um isqueiro do Tásquilhado. Bom que agora todo mundo tem um brinde do lugar que nos acolheu tantas noites... Hoje fui com a Pati, o Bartek e o Pavel (outro polaco) a igreja da Penha de táxi, no alto do morro, e voltamos de tardinha por uma trilha no meio da mata, super mal marcada!! Paramos numa pastelaria, pra tomar água e comer pastéis de nata (só 20 centimos a unidade!!).
Descobri ontem (por susto!) que precisaria fazer o check-out da residência até hoje de manhã, e entregar o quarto L-I-M-P-O!!! Uh, parecia uma missão impossível, mandei um e-mail pro Riza, e ele voltou mais cedo do Laboratório. Dessa vez eu fiquei de limpar o banheiro (privada e ducha), fiquei espantado como o piso do banheiro magicamente mudou de cor (sempre foi preto até ontem!), e depois de limpar o vaso sanitário, fizemos um comum-acordo de não mais o utilizar. Escondemos toda a comida, panelas e etcs. no quarto da Emine e da Ayber, ainda jogamos toneladas de coisa fora e a mesma água com sabão que usamos na última limpeza (no carnaval) foi devidamente utilizada no chão, nos vidros, nas prateleiras, espelho... Putz, aquele quarto nunca me pareceu tão grande. Claro que ainda estava longe da perfeição (por exemplo, nossa lixeira continua um nojo, cheia de óleo, ketchup, maionese, restos não-identificáveis de comida, entre outras coisas mais), mas já tínhamos feito coisas demais, e nem ousamos limpar mais. Já passávamos mal com tanta limpeza.
Hoje de manhã chamei a Paula (funcionária responsável) pra verificar o quarto no momento que achei que ela estava mais ocupada, disse que não podia ser depois, pois ainda tinha de buscar um amigo, ir trabalhar, exame, etc.. Meu plano deu muito certo, ela estava com muita pressa e não pôde perder muito tempo nos detalhes, acho que ela não deve nem ter reconhecido o banheiro (nem parecia o mesmo de ontem!), não encontrou os nossos pratos, panelas, etc. (hehehe), e acabou nem reparando nos detalhes, hehehe. A roupa suja eu enfiei dentro do armário, e a roupa pra passar, coloquei dobrada em cima da cama, como se tivesse indo guardar na mala (agora já voltou pro lugar delas, por aí, hehehe). Busquei minha irmã hoje na estação de comboios e levei-a a almoçar na cantina. Já apresentei ela pra alguns amigos (Ismael, Riza, Cosku, Veronika, Calôi, Sandra...) e o básico da residência.
Como muita gente vai partir por esses dias (eu inclusive) marcamos pra hoje uma big festa de despedida no Tasquilhado. Amanhã o Beto vai partir pro Leste Europeu, acho que o Bartolomiev (o 'outro Bartek') também volta pra Polônia na quinta ou na sexta, a Ayber e a Emine vão na sexta passar uma semana na Turquia, eu já vou pro Porto no domingo, e finalmente, o Bartek volta pra Póznan na terça.
Sobre o passeio ciclístico a qualquer lugar, resolvi aproveitar que podia e dormi até não aguentar mais. Essa maratona de estudos definitivamente não fez bem pra mim, já não consigo mais dormir as minhas 12 horas de sono necessárias, e hoje acordei antes das 10h... Mas ainda não é motivo pra se preocupar, duvido muito que o meu corpo demore pra voltar ao estado normal, hehehe. Hoje a tarde depois do almoço ainda me deu uma preguiiiiça... E também a única cidadezinha pelas redondezas seria Fafe, mas pra mim já me parece tudo igual, e amanhã também duvido que acorde cedo e bem disposto a pedalar um bocado.
Esse negócio de semana de provas, de não viajar, de estudar, etc., já me encheu o saco, logo que começou... Passei o final de semana devorando electrónica, e acho que fui bastante bem na prova de ontem. De ontem pra hoje fiz o possível pra tentar aprender literalmente TUDO de Máquinas Elétricas, e acho que vou depender um bocado da boa vontade do professor... Agora só falta Tecnologia de Computadores, na sexta-feira, pelo menos ainda tenho um tempinho razoável pra decorar alguma coisa pra prova. Um colega de Cabo Verde que disse pra eu não me preocupar, que nunca chumbam Erasmus, uma vez que nós 'movemos' a economia da cidade (dá-lhe Ryanair!!), e que se alguma coisa acontecer, todos os donos de boteco de Guimarães vão vir cobrar da faculdade a falta de clientela.
Tem muita lógica pensar nessa conexão Erasmus-cerveja, mas infelizmente às vezes ainda não nos sentimos em férias integralmente durante os 6 meses (ainda dá pra melhorar!), tipo eu agora nessa semaninha. Como já passaram as provas mais ferradas (de ontem, que até achei trânquila, e a de hoje), penso em amanhã cedo fazer uma viagem de bike pra alguma cidadezinha por aí. Pensei em ir sem destino, e parar em qualquer lugar, mas a possibilidade de cair em um lugar tipo Quinta Moreira de Baixo me deu a genial idéia de pelo menos procurar no GoogleEarth algo interessante. Ainda vou ver.... Minha irmã já chegou na Alemanha e voltou a postar no blog: www.noturnolandia.zip.net
Normalmente eu nunca faço isso, mas agora que notei que quase não escrevi nada de quando fui a Braga no sábado, nem passei as fotos... Dessa vez saí um pouco mais tarde da residência (tipo umas 7h), e pelo menos já estava mais claro e um pouco mais quente (em Fermentões, onde tem um termômetro, marcava 4.5ºC), e com o tempo foi esquentando. Como a loja do cidadão só abre às 9h30 no sábado, e no meio do caminho vi uma plaquinha que apontava 'Turismo Rural', resolvi ver do que se tratava, desci a estrada, e logo comecei a sentir aquele cheiro de porco misturado com lama, Ok, já estava começando a ficar rural de mais pra mim... A aldeiazinha tem exatamente uma igreja e sete casas. Cheguei às 8h em ponto e tive de aguentar o sino tocando não sei quanto tempo... Fui explorar um pouquinho o que tinha pra ver lá, acho que vi algo parecido com um forte ou castelo, tomado pelo mato, mas logo apareceu um cachorro que mais parecia um urso e, digamos assim, não pareceu ser muito amigável quando começou a correr na minha direção. Como não queria morrer devorado por um pseudo-urso em Quinta Moreira de Baixo, pedalei demais até uma distância segura e voltei pra estrada. Não sei o que pensei, pra que perder tempo numa cidade como Quinta Moreira de Baixo se eu estou indo a cosmopolitíssima Braga?? Cheguei em Braga umas 9h, e ainda dei umas voltinhas pelo Centro Histórico. Não sei se já comentei aqui da rivalidade entre Braga e Guimarães, mas na estrada nacional próximo de Braga, todas as plaquinhas apontando pra Guimarães estão pichadas, e vários pontos de ônibus tem trocas de 'elogio' entre o pessoal. O pessoal de Braga chama os vimaranenses de 'espanhóis', e o pessoal de Guimarães chama os bracaenses de 'marroquinhos', e fica nisso.
Só mais um paragrafozinho pra falar mal do Uol: meu limite de fotos tinha sido extrapolado, e tive de deletar umas antigas (tô pensando seriamente em mudar pro equivalente do Google). As fotos tão disponíveis em:
Decidido a acabar de uma vez por todas com o estoque de atum do armário e as mostardas gentilmente cedidas pela cantina, resolvi criar outro molho pro macarrão. Do jeito mais óbvio que se pode imaginar, fazendo o molho branco normal, depois atacando ele com os sachezinhos de mostarda e finalmente o atum. Bem, como dá pra imaginar, não deu muito certo... O Riza comentou com o Koç pelo MSN e bizarramente todo mundo (Onur, Serkoç, Ayber e Emine) vieram pro nosso quarto provar a novidade. Depois de cozinhar o macarrão, fomos pro molho, claro que nem provamos pra ver se combinava ou não com mostarda (resposta: não!), ainda esqueci de tirar a água da panela, e o molho ficou super aguado. Ficou comestível, não sei se reclamaram em turco, mas pra mim só falaram que se não tivesse tanta água ia ficar bom, mas acho que não... O Riza (não consigo imaginar o porquê) foi o único ontem que não provou do macarrão, e sobrou o tanto de macarrão que era supostamente a ser dele. Como meu colega de quarto foi passar o domingo no laboratório de novo, almocei o macarrão com molho amarelo.
Parece que o sol resolveu mesmo aparecer, bom pra umas coisas ruim pra outras tantas... Agora já não ligamos mais o ar quente todas as noites (bom que economizamos energia). Hoje fui ao supermecado de bicicleta só de camiseta, e agora que me caiu a ficha que já que não dá mais pra esconder as camisetas surradas debaixo dos casacos, e vou ter de passar roupa de novo... A pilha de roupas pra lavar também está crescendo assustadoramente. Tudo indica que meus dias de Maria tendem a piorar agora... Essa semana eu e o Riza temos de fazer uma big faxina no quarto e esconder a bagunça toda pra não ter de pagar os 25€, mais tarde ainda tenho de ir ao mercado comprar queijo, frango e peru e pesquisar por receitas baratas e simples com carne.